3 doenças fetais perigosas que podem ser tratadas durante a gestação

doenças-fetais-perigosas

Diferentes doenças fetais perigosas podem acontecer durante o processo gestacional. É possível, no entanto, descobrir a maioria delas a partir dos exames realizados durante o pré-natal.

O diagnóstico apontado pelos exames realizados nesse período permite estudar os tratamentos mais indicados. Hoje, já é possível tratar uma série de doenças fetais perigosas de forma intrauterina, ainda no início da formação fetal. 

Doenças fetais perigosas que podem comprometer o sucesso da gravidez

Além da saúde da mãe, o desenvolvimento e sucesso da gravidez também dependem da saúde do feto. 

Dentre as diversas doenças fetais perigosas, abordaremos nesse texto 3 tipos comumente registrados: Teratoma Sacrococcígeo, Derrame Pleural Fetal e Sequestro Pulmonar. 

Abaixo, explicamos quais são as principais características dessas doenças. Também como podem ser diagnosticadas e qual o tratamento indicado em cada caso: 

Teratoma Sacrococcígeno

O Teratoma Sacrococcígeno (TSC) é um tumor originário das células germinativas. Geralmente se desenvolve na região posterior da cauda do embrião. Embora seja benigno na maioria dos casos, também pode evoluir para malignidade. 

Assim, o TSC é uma das doenças fetais perigosas, sendo classificado em 4 subtipos. Essa classificação se dá de acordo com a maturidade, localização e potencial para se tornar maligno. 

O maior risco está nos tipos 3 e 4, que requer intervenções. Classificar é fundamental para facilitar desde a detecção no pré-natal, até uma possível ressecção cirúrgica.

A maior parte dos fetos, no entanto, apresenta pequenos tumores. E, consequentemente, não têm problemas durante o desenvolvimento gestacional. Alguns, por outro lado, tendem a ser grandes, com 10 cm ou mais, com aumento progressivo do tamanho e lesão. 

A ultrassonografia possibilita o diagnóstico entre a 13ª e 20ª semana de gestação. A ressonância magnética também é um exame importante para complementar e confirmar o diagnóstico. 

O tratamento pode ser feito por cirurgia intrauterina, em casos bem selecionados, a partir da utilização de diversas técnicas, adotadas de acordo com cada caso. O objetivo é a ressecção do tumor. 

O prognóstico é favorável na maioria dos casos, principalmente quando diagnóstico e tratamento são feitos precocemente.

Derrame Pleural Fetal

O Derrame Pleural Fetal também está entre as doenças fetais perigosas. É caracterizado pelo acúmulo de líquido na cavidade pleural do feto. 

Apesar de ser uma alteração benigna na maioria dos casos, pode provocar óbito fetal ou neonatal. Principalmente como resultado de hidropisia fetal não-imunitária (acúmulo de líquido em outros locais), ou ainda, por parto prematuro ou Hipoplasia Pulmonar.

Embora diversas causas estejam relacionadas ao Derrame Pleural Fetal, entre as mais comumente registradas estão anomalias estruturais.

Derrame Pleural Fetal pode ser gerado por malformações cardíacas, doenças infecciosas, ou mesmo anormalidades cromossômicas. Como, por exemplo, a Aneuploidia, quando há mais ou menos cromossomos do que o normal. 

A ultrassonografia também é o exame que possibilita a detecção desta patologia. Pode ser diagnosticada a partir da 27ª semana de gravidez. 

Durante o exame, é possível visualizar uma faixa localizada perifericamente nos pulmões, geralmente comprimidos. Além de alterações associadas ao problema, como a Hidropisia. 

Em alguns casos, pode ser necessária também a realização do exame Cariótipo do Líquido Pleural, por exemplo, para confirmar anormalidades cromossômicas. 

A cirurgia intrauterina prevê a drenagem do Líquido Pleural para o Líquido do Útero materno. É realizada com o auxílio da ultrassonografia, e é inserido um cateter na cavidade pleural do feto para o escoamento do líquido. 

A drenagem possibilita que os pulmões voltem a se desenvolver normalmente, o que ocorre em um percentual bastante expressivo dos casos.

Sequestro Pulmonar

O Sequestro Pulmonar é uma malformação congênita em que surge uma massa pulmonar anormal e não funcionante. Ela não tem conexão com as estruturas do pulmão e é vascularizada por artéria sistêmica, originada da aorta abdominal ou torácica. 

O Sequestro Pulmonar pode ser dividido em dois tipos. Intralobar, quando a massa pulmonar anormal está incorporada ao Parênquima Pulmonar normal. Ou seja, compartilha a mesma Pleura Visceral do restante do pulmão sadio. E Extralobar, nos casos em que tem envoltório pleural próprio. O intralobar representa a maior parte dos casos. 

O diagnóstico pode ser realizado por ultrassonografia, com utilização de Doppler, entre a 18ª e a 22ª semana da gestação. Posteriormente, o exame deve ser realizado periodicamente, durante todo o período gestacional. Assim será possível acompanhar o crescimento ou involução, que pode ocorrer.

O tratamento intrauterino é feito por Ablação à Laser da artéria responsável pela nutrição da massa, inibindo o seu desenvolvimento. 

O diagnóstico precoce é de fundamental importância para evitar o desenvolvimento de doenças fetais perigosas. O tratamento intrauterino das malformações fetais possibilita o crescimento fetal mais saudável e uma gravidez com menores riscos para mãe e feto. 

Além disso, nada melhor que contar com uma equipe capaz de acompanhar a crianças também após o nascimento. Se você tem interesse nessa especialidade, acompanhe o nosso Blog de Cirurgia Fetal

Scroll Up