Como identificar malformações fetais em 3 passos

malformações fetais

As malformações fetais são uma das principais causas de morte perinatal, pós-natal e deficiência infantil. Por esse motivo, os exames de pré-natal são extremamente importantes.

Felizmente, embora a incidência de malformações fetais seja relativamente alta, apenas cerca de 2,5% delas são potencialmente fatais ou representam defeitos físicos limitantes. 

As malformações fetais graves representam perigos alarmantes para o feto. Hoje, algumas delas já podem ser tratados ainda durante o desenvolvimento intrauterino, desde que diagnosticadas em tempo hábil.

A maior parte destes tratamentos envolve intervenções cirúrgicas fetais, que só serão indicadas quando os ganhos para o paciente (feto) superarem os riscos da abordagem uterina. Entre eles, destacamos o tratamento da Mielomeningocele e da Síndrome da Transfusão Feto-Fetal

Outros tipos de malformações fetais, como alguns casos de Hérnia Diafragmática Congênita, Malformações Cardíacas, Massas ou Tumores Cervicais, e mesmo a Anemia Fetal, também já podem ser tratados durante a gestação. 

A importância do diagnóstico precoce dos problemas de malformações fetais

A tecnologia atual permite a detecção de mais de 80% das malformações fetais. 

O maior desafio ainda é a realização do diagnóstico em tempo hábil, uma vez que há prazo para as intervenções fetais. Na maioria das vezes, no máximo até a 28ª semana de gestação, de acordo com cada tipo de malformação. 

O diagnóstico correto e precoce é o maior aliado naquelas malformações fetais passíveis de tratamento intrauterino. Por isso, reunimos aqui 3 passos importantes para identificá-las:

 

1. Ecografia Morfológica de 1º trimestre, entre 11ª e 13ª semanas 

A Ecografia Morfológica ou Ultrassonografia Morfológica, possibilita a análise da morfologia fetal. Quando é realizada no primeiro trimestre, permite, por exemplo, a medida da translucência nucal, principal indicador de alterações cromossômicas, entre elas, a Síndrome de Down. 

O exame também permite diagnosticar cerca de 50% das malformações que são passíveis de diagnóstico intra-uterino. Quando associada a dopplervelocimetria do ducto venoso é possível melhorar a sensibilidade deste teste de diagnóstico/ 

O exame é realizado por via abdominal e, em alguns casos, complementado pela via transvaginal.

 

2- Exames genéticos como a Amniocentese e a biópsia de vilo coriônico

Os exames genéticos são importantes para investigar se problemas de malformações fetais estão associados a alterações cromossômicas. 

Porém, são indicados apenas se houver suspeita ou alterações apontadas por exames anteriores, como a Ecografia Morfológica, ou se houver ocorrência de doenças hereditárias na família. 

A Biópsia de vilo coriônico geralmente é realizada entre a 11ª e 14ª semanas de gestação, a partir de amostra do cório, porção que forma o lado fetal da placenta e contém vilos, pequenas projeções que se assemelham a dedos.  

Já a Amniocentese deve ser feita a partir da 15ª semana de gravidez. É realizada por punção, com o auxílio de uma agulha, utilizada para coletar amostras de líquido amniótico.  

É importante enfatizar que as malformações originadas por alterações cromossômicas atualmente não são passíveis de tratamento intrauterino. Exatamente por isso, é fundamental afastar esta causa para seguir com a indicação de um tratamento fetal.

 

3- O Exame Morfológico de Segundo Trimestre 

O exame morfológico de segundo trimestre deverá ser realizado entre 20 e 24 semanas. Ele é um dos exames mais detalhados da gestação e é importante realizar ele em um local com experiência neste exame.

Durante o exame morfológico o médico irá analisar a anatomia detalhada do feto, com atenção para a formação do sistema nervoso central, coração e outros órgãos.

O exame deve ser realizado nesta época pois é entre 20 e 24 semanas que as melhores imagens para analisar a anatomia do feto são obtidas.

Eventualmente o seu obstetra poderá solicitar também uma ultrassonografia transvaginal nessa época para avaliar o tamanho do colo uterino. A medida do colo uterino é importante para identificar as pacientes que têm alto risco para trabalho prematuro. 

Caso uma paciente de alto risco para parto prematuro seja identificada uma medicação chamada progesterona poderá ser usada para evitar que isso aconteça.

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