Como identificar sofrimento fetal: três casos ligados às malformações

Um dos maiores motivos de medo e ansiedade de quem está esperando um bebê é a possibilidade do sofrimento fetal – condição que pode acabar prejudicando tanto o feto quanto a gestante. Essa é mais uma das razões pelas quais é tão importante falar mais sobre esse assunto. Mas antes de chegar ao tema como identificar sofrimento fetal, precisamos saber o que caracteriza essa situação.  

O que é sofrimento fetal? 

Essa condição é marcada pela falta de oxigênio para o feto. Pode ser caracterizada como aguda, quando há a dificuldade da passagem de sangue da placenta para o feto, sangramento materno ou alterações no cordão umbilical, o que pode levar à morte do bebê dentro do útero. Também há casos de sofrimento fetal crônico, quando além da falta de oxigênio, o feto também fica sem nutrientes.  

Como identificar sofrimento fetal?

Confira alguns sinais que podem auxiliar no processo de como identificar sofrimento fetal: 

  • Alteração na frequência cardíaca do feto 

A frequência cardíaca fetal habitualmente encontra-se entre 120 e 160 batimentos por minutos. Frequências muito mais altas (acima de 200) ou baixas (abaixo de 100) podem ser um indício de algum tipo de sofrimento fetal ou problema. 

  • Diminuição dos movimentos fetais 

Pode ser percebido durante um exame de ultrassom, mas é mais comumente observado pela mãe. Por isso é muito importante ficar de olho nos movimentos do feto sempre que possível, incluindo os horários e momentos do dia em que há a movimentação. É normal que o bebê se mexa, afinal eles são muito ativos. Mas a mudança em relação a essa rotina pode ser um sinal de que o bebê está passando por algum sofrimento fetal.  

  • Diminuição do líquido amniótico 

Situações aonde a placenta não está funcionando de maneira adequada podem levar a uma redução no volume de líquido amniótico. Essa redução no líquido pode ser um outro sinal de sofrimento fetal. Durante o exame de ultrassom, em especial após 26 semanas, o médico avalia o volume de líquido por meio da medida do índice de líquido amniótico que gerelmente encontra-se entre 80 a 220 mm. 

Malformações que podem gerar sofrimento fetal

Além dos sinais citados anteriormente, caso o bebê tenha uma malformação, elas podem contribuir para o sofrimento fetal. Saiba mais sobre algumas delas: 

Acontece em casos de gestações gemelares quando há a transfusão de sangue entre um feto (doador) e o outro (receptor). A identificação é feita por meio das diferenças em relação à quantidade de líquido amniótico, bexigas, alterações hemodinâmicas e cardíacas. Este problema pode acarretar na morte de um ou dos dois bebês.  

Essa malformação é causada por um defeito no diafragma, com a subida de órgãos abdominais para o tórax do bebê, o que impacta no desenvolvimento dos pulmões. Geralmente há o aumento do líquido amniótico e, se não corrigido, pode causar o sofrimento fetal.  

São decorrentes de pequenos defeitos no coração do feto, normalmente nas válvulas de saúda e nos ventrículos cardíacos, que acabam causando problemas mais graves no desenvolvimento das câmaras cardíacas. Podem chegar a um quadro grave de hidropisia (insuficiência cardíaca com inchaço generalizado) e óbito fetais. As mais comuns são estenose (estreitamento) da válvula aórtica e da válvula pulmonar. 

Dicas para diagnosticar malformações o quanto antes:

A ecografia, ou ultrassom, é a dica mais importante para saber como identificar sofrimento fetal, ou outros problemas durante a gestação. E quanto maior a experiência do médico e a qualidade do equipamento utilizado, maior a chance de um diagnóstico preciso 

Normalmente são realizados pelo menos quatro exames de ultrassom durante a gestação – cada um deles com particularidades de investigação e diagnóstico referentes ao período da gravidez: 

1 . Exames realizados no primeiro trimestre: 

Devem ser realizados entre a 7ª e 8ª semana de gestação para determinar a idade gestacional, se ele é tópica (acontece naturalmente no úteroou ectópica (quando embrião implanta em uma das tubas uterinas), detectar os batimentos cardíacos do embrião e a medida dele.  

2. Morfológico do primeiro trimestre  

É o mais importante para o rastreamento de alterações cromossômicas (problemas genéticos). Deve ser realizado entre a 11ª e 14ª semanas de gestação e resulta nos estudos da anatomia fetal, a medida da translucência nucal e a avaliação da presença do osso nasal.  

3. Morfológico do segundo trimestre 

Deve ser feito entre a 20ª e 24ª semana e é a melhor fase para visualizar as alterações anatômicas, confirmar e acompanhar a evolução das malformações detectadas pelo exame realizado no primeiro trimestre. 

4. Avaliação do crescimento fetal 

É realizado entre a 28ª e 32ª semana de gravidez e tem como objetivo a avaliação do crescimento fetal, posição fetal, líquido amniótico, as condições da placenta e do cordão umbilical. 

Para saber mais sobre malformações fetais e a importância do diagnóstico precoce e efetivo, acesse o blog da Cirurgia Fetal ou entre em contato conosco.  

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